Guerra em Gaza: Dois Anos de Conflito Deixam Rastro de Mais de 67 Mil Mortos

A guerra na Faixa de Gaza completa dois anos neste 7 de outubro, marcados por um saldo trágico de vidas perdidas. As autoridades de saúde locais reportam mais de 67 mil palestinos mortos e 170 mil feridos em decorrência do conflito.

Do lado israelense, o número de mortos chega a 1.665, sendo que 1,2 mil perderam a vida nas primeiras horas do ataque do Hamas a Israel, evento que desencadeou a escalada da violência. Estima-se que cerca de 250 pessoas tenham sido sequestradas durante a ação.

Quarenta e oito reféns permanecem em Gaza, e há indícios de que 20 deles ainda estejam vivos. O ataque de 7 de outubro é considerado o mais sangrento na história de Israel, que se estende por 75 anos.

A resposta de Israel, que atingiu áreas civis, incluindo residências, hospitais e escolas, provocou indignação em nível internacional. O termo “genocídio” tem sido empregado para descrever a situação em Gaza, acusações que Israel nega.

A guerra entre Israel e o Hamas causou grande destruição na Faixa de Gaza, afetando principalmente civis, incluindo crianças. O cerco imposto por Israel dificulta a chegada de ajuda humanitária à região. A ONU aponta que 1.857 palestinos morreram enquanto buscavam alimentos.

Uma a cada três pessoas em Gaza enfrenta dias sem comida, e mais de 320 mil crianças pequenas correm o risco de desnutrição aguda, segundo o Unicef. Incidentes como a apreensão da Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária, evidenciam as dificuldades no acesso à assistência.

Mesmo neste dia 7, foram registrados bombardeios israelenses em diversas áreas da Faixa de Gaza.

Diante do cenário, o presidente dos Estados Unidos apresentou um plano de trégua com a libertação dos reféns israelenses em Gaza, a libertação de prisioneiros palestinos por Israel e o desarmamento do Hamas, que não poderá participar da governança de Gaza.

Delegações de Israel e do Hamas iniciaram negociações indiretas no Egito, com foco na libertação dos reféns restantes em troca de prisioneiros palestinos.

O Brasil tem defendido um acordo de paz e o presidente Lula tem cobrado da ONU uma posição mais firme na defesa da criação do Estado palestino.

A tensão entre Israel e Palestina, que se arrasta por mais de 70 anos, tem raízes em questões geopolíticas, territoriais e religiosas. As origens do conflito remontam à década de 1940, quando a migração de judeus alterou a demografia da região, gerando tensões com a população árabe-palestina.

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