EUA Reafirmam Doutrina Monroe e Alertam Contra Influência Externa na América Latina

O governo dos Estados Unidos reafirmou sua “proeminência” no Hemisfério Ocidental, que abrange as Américas do Sul, Central e do Norte, com a publicação da Estratégia Nacional de Segurança Nacional. O anúncio, divulgado nesta sexta-feira (5), representa uma retomada da Doutrina Monroe e sinaliza uma preocupação com a crescente influência de outras potências na região.

O documento explicita que os EUA irão “reafirmar e fazer cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região”. Essa postura, segundo especialistas, é um recado direto à China, em resposta à expansão econômica chinesa na América Latina.

A Doutrina Monroe, criada em 1823, estabelece que o continente americano deve ser reservado aos americanos, visando limitar a influência de potências europeias na região. O governo dos EUA declarou que aplicará um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, expandindo a influência dos EUA por todo o continente.

Entre os objetivos da nova política, estão “estabelecer ou expandir o acesso em locais de importância estratégica” e “fazer todo o possível para expulsar as empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”.

O documento da Casa Branca enfatiza que os EUA se concentrarão em “aliar-se” e “expandir-se” na região, recompensando governos alinhados com seus princípios e estratégia, mas mantendo abertas as relações com aqueles que compartilham interesses em comum.

A Casa Branca também acrescenta que as alianças dos EUA com países da região devem “estar condicionados à redução gradual da influência externa adversária”.

A estratégia de segurança nacional também orienta que funcionários em embaixadas trabalhem para favorecer as empresas dos EUA, promovendo uma colaboração mais estreita entre o governo e o setor privado americano. O documento ainda aponta para a priorização da diplomacia comercial, utilizando tarifas e acordos comerciais recíprocos, além de fortalecer as parcerias de segurança.

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